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Marca cria bota impermeável feita com borra de café

Aproveitando resíduos do café, a empresa japonesa de calçados Ccilu está inovando no ramo. É dela o primeiro calçado do mundo que usa majoritariamente café como matéria-prima. Cada par de botas evita que 15 xícaras de pó de café usado sejam destinados ao aterro.

A borra de café está presente na palmilha, no revestimento interno, no material do tecido e na sola. A bota também é composta por EVA ecológico, garrafa plástica reciclada, entre outros materiais. Foram três anos de desenvolvimento até se chegar ao calçado patenteado de alta tecnologia que deu origem a sonora marca XpreSole.

Além de reduzir o desperdício dos resíduos de café, a marca incorpora ao calçado benefícios naturais, como controle de odores. Inclusive o CicloVivo já falou de uma marca de meias feitas de resíduos de café que eliminam o chulé.

Com matérias-primas ecológicas, a XpreSole produz sapatos impermeáveis testados em lama, granizo e neve. Apesar disso, são ultraleves: apenas 230 gramas. O peso é reduzido em dois terços em comparação com as botas à prova d’ água tradicionais. O calçado ainda é bastante resistente, podendo ser lavada na máquina.

Outro grande vantagem interessa especialmente aos veganos: os modelos são livres de insumos de origem animal. Para completar, cada bota é também flexível e confortável.

“Queríamos criar um calçado que fosse eminentemente usável e adequado para várias ocasiões – seja para cruzar a cidade, fazer uma caminhada ou como parte de um traje casual elegante para uma saída noturna. Não é apenas uma bota – é um compromisso de reimaginar como a indústria produz calçados”, afirma Wilson Hsu, CEO da Ccilu.

Lançados nos Estados Unidos com valores a partir de 89 dólares, os modelos estarão disponíveis, em breve, em cano alto e cano baixo e em quatro cores.

Menos poluição

Cascas e borras de café podem ser aproveitadas, para diversos fins, ao invés de serem despejadas no lixo e, posteriormente, serem enviadas para aterros – onde vão emitir metano. Tal gás é 28 vezes mais nocivo do que o CO2 para o aquecimento global. Já falamos deste uso na fabricação de xícaras compostáveis, de lenha e até em atividades do cotidiano.

A composição dos sapatos XpreSole tanto reduz a quantidade de resíduos desperdiçados como também oferece uma opção de menor impacto ambiental em relação às solas de sapato feitas de borracha de petróleo.

A empresa Ccilu vai justamente neste sentido ao anunciar os objetivos principais do novo calçado: minimizar o aterro da borra de café, minimizar as emissões de metano e dióxido de carbono, minimizar o consumo de petróleo e minimizar a pegada de carbono.

O plano da companhia é reduzir em 30% o consumo de materiais tradicionais derivados do petróleo, hoje utilizados na indústria calçadista. Além disso, a tecnologia implementada na XpreSole será oferecida a outras marcas de calçados “que compartilham do compromisso em abordar as preocupações com o aquecimento global e contribuir para a sustentabilidade do nosso planeta”, garante o CEO da Ccilu. Até o final de 2021, a empresa quer lançar o primeiro calçado neutro em carbono do mundo.

Em 2019, a marca recebeu uma Menção Honrosa por Design de Produto no Red Dot Design Awards – renomado prêmio internacional de design alemão. Agora em 2021, com a marca mais desenvolvida, levou para casa o “Best of the Best” da Red Dot. Além de também ser premiada no iF Design’s Gold Award e o A’Design’s Silver Award. “Com base em tecnologias inovadoras, as botas são feitas de borra de café e oferecem propriedades funcionais impressionantes. São robustas e flexíveis, bem como repelentes de água e sujeira. Sua sustentabilidade contemporânea e visual especial os tornam adequados para muitos grupos-alvo diferentes”, declarou o júri da Red Dot. A marca XpreSole já chega ao mercado com o pé direito.

Por Ciclovivo

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