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Itália oferece € 500 de subsídio para quem comprar bicicleta

Como parte do plano de retomada pós-pandemia, a Itália vai subsidiar a compra de bicicletas. Pessoas que vivem em cidades com mais de 50 mil habitantes podem receber um auxílio de  € 500 para adquirir uma bicicleta – o valor também se aplica à compra de patinetes elétricos.

  • Ciclistas ao lado do Coliseu.
    Foto: Tatiana Mara | Twenty20

O anúncio foi feio no final de maio por Paola Micheli, Ministra dos Transportes, e faz parte do pacote de € 55 bilhões para a retomada econômica da Itália após a pandemia. O país foi um dos primeiros, além da China, a ser atingido fortemente pelo novo coronavírus e implantar medidas de isolamento social drásticas para conter o avanço da doença. 

Assim como muitas pessoas em todo o mundo, os italianos foram impactados pela experiência e ainda hoje evitam o uso do transporte público à medida que a vida vai aos poucos voltando ao normal.

  • Foto: Agatha Depine | Unsplash

Transporte sustentável

Como as cidades italianas já enfrentam problemas relacionados ao trânsito intense e congestionamentos, ter mais carros circulando pelas suas ruas seria desastroso.

A solução foi estimular o uso do transporte individual em bicicletas ou patinetes elétricos, que não poluem o ar e contribuem para a qualidade de vida.

A prefeitura de Roma já anunciou que vai ampliar em 150 quilômetros as ciclovias da cidade. Milão tem um projeto similar chamado de Vias Abertas que vai transformar 35 quilômetros de ruas em espaços exclusivos para ciclistas e pedestres e a expectativa é que esta mudança seja permanente.

Desafios da bike

  • Foto: CJ Toscano | Unsplash

O subsídio, no entanto, pode ser insuficiente para que os italianos adotem a bicicleta como meio de transporte. Em Roma, projetos voltados para este modal falharam no passado porque as pessoas consideravam as bicicletas perigosas ou pesadas para o dia a dia, e não tinham interesse em pedalar por aí.

Em pesquisas anteriores, italianos declararam que a bicicleta é um meio de transporte lento e reclamaram do calor e da falta de ciclovias para quem pedala.

Outro problema constante é o excesso de buracos e a falta de estacionamentos seguros para as bikes, que se tornam alvos fáceis para ladrões nas ruas de Roma.

Gianluca Santili, presidente do Centro de Estudos Osservatorio Bikeconomy, acredita que é necessária uma grande mudança cultural. “Não existe mais problemas para estacionar a bicicleta. Precisamos mostrar para as pessoas que a bike é mais barata e mais saudável que carros e motos, existe uma grande economia em gasolina, impostos, pedágios, seguros e manutenção”, alerta o especialista.

“Os 150KM de ciclovia não são suficientes para fazer os romanos pedalarem. Serão necessárias campanhas mostrando os benefícios desta escolha”, finaliza Gianluca.

Foto: Pixabay

Existe ainda um certo preconceito em relação ao uso da bicicleta, visto como um transporte de menos status por parte da sociedade italiana. A boa notícia é que em situações de grandes mudanças, como a retomada após a crise causada pela pandemia, existe espaço para novas ideias e transformações positivas na sociedade.

Por Ciclovivo

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