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Terreno baldio vira horta comunitária do Distrito Federal

Com informações da Agência Brasília

O que era um terreno tomado por mato alto e entulho se transformou em uma linda horta que vai alimentar mais de 100 pessoas em situação de vulnerabilidade social. No Distrito Federal, uma área de 750 metros quadrados, está há 2 meses sendo cultivado graças à uma parceria entre o Instituto Inclusão, que administra três casas de acolhimento, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) e a paróquia Santo Afonso, dona do terreno.

A horta comunitária fica no bairro de São Francisco, ao lado da capela e já está dando seus primeiros frutos. A primeira colheita foi de couve e rúcula. Em quatro semanas, a colheita vai ser de três tipos diferentes de alface, cheiro verde, cebolinha, jiló, quiabo, além de mais couve e rúcula.

Depois de 2 meses, a horta comunitária já deu sua primeira colheita. Foto: Paulo H Carvalho | Agência Brasília

“A horta é uma grande ferramenta para trabalhar a segurança alimentar, a educação ambiental, a mobilização social e os aspectos de vizinhança. Além disso, mais do que útil e saudável, é uma atividade prazerosa junto à natureza”, destaca a secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha.

Por enquanto, dez canteiros estão cultivados, mas a ideia é ampliar a horta. “Temos espaço. Vamos fazer mais canteiros em todo o terreno e aumentar a produção”, afirma Daniel Feo Castro de Araújo, assessor da Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional da Sedes.

Foto: Paulo H Carvalho | Agência Brasília

Inclusão e segurança Alimentar

A ideia é que os produtos colhidos sirvam para abastecer as casas e complementar a alimentação dos acolhidos, que fazem cinco refeições por dia. Em São Sebastião, são três unidades com 12 famílias e 63 homens abrigados.

O assistente social do Instituto Inclusão, Júnior Serra da Silva, coordenador do projeto, ressalta que, futuramente, a horta pode gerar renda e ocupação para a população em vulnerabilidade social acolhida em São Sebastião. “As pessoas podem colher e levar os produtos para vender nas feiras que acontecem aos finais de semana”, afirma.

Moradores das casas de acolhimento que recebem os alimentos também trabalham nos canteiros da horta comunitária. Foto: Paulo H Carvalho | Agência Brasília

Para além de incentivar o cultivo de alimentos naturais e a alimentação saudável, o cultivo das hortas comunitárias promove a interação social e proporciona o bem-estar físico e mental das pessoas em situação de vulnerabilidade social.

“A casa de acolhimento é uma espécie de casa coletiva e cuidar da horta é uma ocupação pra gente”, diz Júnior Lopes, de 19 anos que vive em uma das casas de acolhimento atendidas pelo projeto. Ele vai ao local aos sábados para ajudar na manutenção dos canteiros e conta com orgulho que ajudou a plantar o primeiro pé de cebolinha da horta.

Junior Lopes ajuda no cultivo da horta comunitária aos sábados. Foto: Paulo H Carvalho | Agência Brasília

Coletividade

Para que a horta comunitária se tornasse uma realidade, muitas instituições e pessoas se envolveram. A Sedes fornece os insumos e equipamentos e dá assistência técnica a produção. Em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) são oferecidos cursos no local, como de agroecologia e permacultura. A administração regional limpou o terreno; o Instituto Inclusão coordena o plantio e manutenção da horta.

E quem põe a mão na massa, são os acolhidos nas casas de passagem, em parceria com a comunidade. As casas abrigam homens em situação de rua, dependentes químicos e famílias migrantes entre os estados brasileiros que não têm residência fixa.

Foto: Paulo H Carvalho | Agência Brasília

As pessoas que vivem na comunidade também são estimuladas a cultivar alimentos no local. O envolvimento da comunidade é estimulado pelo pároco da região, o padre Paim. No final de todas as missas ele fala da horta e estimula que as pessoas usem os canteiros para cultivar produtos.

“Uma senhora que mora aqui perto plantou abóboras e ela ou a filha vêm regá-las todo dia”, conta Idorival da Silva Brito, que toma conta da capela e também ajuda na horta. Para ele, o grande benefício do projeto é proporcionar a interação da comunidade e dos acolhidos. “Já me propuseram fazer um abaixo-assinado para tirar os albergues daqui”, diz.

Por Ciclovivo

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